
Aconteceu em setembro na Itália (Milão), o I Congresso Mundial de Vitiligo. É o primeiro congresso mundial dedicado exclusivamente á discussão sobre as causas, novos tratamentos, pesquisas e o impacto social sobre indivíduos acometidos por essa doença que afeta cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.
O tratamento é individualizado para cada paciente dependendo da extensão da dermatose, região afetada, idade do paciente, tempo de evolução, atividade da doença e outros fatores. Um dos tratamentos mais indicados e usados é a fototerapia. Trata-se de exposição á lâmpadas ultravioletas específicas e podem ser realizadas por meio de painéis, cabines ou outros tipos de equipamentos.
Novas tecnologias estão constantemente sendo desenvolvidas e hoje dispomos de equipamentos que direcionam a luz para a área a ser tratada (microfototerapia localizada) bem como tratamentos á laser.
Pude constatar, através desse primeiro congresso mundial, o avanço que outros países conseguiram nessa área. No Brasil estamos ainda longe de um atendimento justo para esses pacientes. Pouquíssimos serviços públicos dispõem hoje de tratamentos mais específicos como a fototerapia. Basicamente restringem-se á clínicas particulares e ás universidades, que conseguem absorver apenas uma pequena parcela dessa população que busca e merece um tratamento mais adequado.
Dr. Celso Lopes
Dermatologista
Médico do Ambulatório de Vitiligo da Universidade Federal de São Paulo

